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Publicado em 13/04/2014 - 09h06
Última atualização em 13/04/2014 - 11h32

Três municípios gaúchos teriam sido atingidos por tornados

Em alguns pontos, fenômeno pode ter chegado à categoria F2, que compreende ventos de até 252 km/h

Foto: Divulgação/Prefeitura de Tapejara
Três municípios gaúchos teriam sido atingidos por tornados na madrugada de sábado, segundo a MetSul Meteorologia. Os fortes ventos causaram estragos em Soledade, Tapejara e Erebango, onde um homem de 26 anos morreu embaixo de uma mesa enquanto tentava proteger o filho do temporal. 

De acordo com a MetSul, uma supercélula de tempestade espalhou estragos na faixa que vai de Erebango, passando por Getúlio Vargas e terminando em Tapejara, entre Passo Fundo e Erechim, por volta das 5 horas de ontem. Em Erebango, os danos aconteceram em apenas metade da área urbana, em um faixa bem definida, enquanto no resto da cidade não houve qualquer prejuízo. Em Tapejara, o vento danificou centenas de casas, e o município, assim como Erebango, está em situação de emergência. Um ginásio ficou completamente destruído, depósitos de empresas vieram abaixo e em algumas casas sobrou só o assoalho. Em Soledade, os problemas aconteceram na zona rural e foram bem localizados. Houve colapso estrutural total de algumas casas e troncos de árvores foram decepados.

O meteorologista Eugenio Hackbart, da MetSul, afirma que alguns danos identificados em Erebango são condizentes com a passagem de tornado. Segundo mapeamento feito pela Brigada Militar, os estragos aconteceram apenas em um lado da área urbana, o que reforça a suspeita. Já em Tapejara, é bem provável que se tratou de um tornado. Os danos foram muito graves e numa faixa bem delimitada da área urbana, que teria entre 250 e 300 metros de largura com uma extensão de 1,5 quilômetro. "Marca clássica de tornado. Nenhum outro fenômeno explicaria estragos tão sérios em área tão limitada de terreno", explica Hackbart. Em Soledade, a hipótese de tornado também é a mais plausível, considerando-se o caráter bem localizado e definido dos danos, assim como a presença de objetos pesados a uma grande distância de onde se encontravam, como uma porta de metal que foi parar a cerca de mil metros de distância da sua posição original.
 
A estimativa dos danos, no caso de Soledade, condiz com um tornado F1 (vento de 117 a 180 km/h). Nos casos de Erebango e Tapejara, contudo, pode ter havido tornados de categorias F1 e F2 (entre 182 e 252 km/h). 

Tornados fora de época
Na tarde da última terça-feira, um tornado já havia causado estragos entre Marques de Souza e Forquetinha, às margens da BR-386, no Vale do Taquari. São, assim, pelo menos dois episódios de tornados em menos de uma semana no Rio Grande do Sul e numa época que registra menor frequência de temporais do ano no Estado. Hackbart afirma que tornados em abril em território gaúcho são bastante raros. Eles costumam acontecer no inverno, primavera e verão. Alguns dos mais intensos da história recente foram registrados justamente no inverno, como em São Francisco de Paula (2003), Gramado (2010) e Muitos Capões (2005).

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